:: Sentimentalidade ::

São Sentimentos em sopros poéticos onde busco refrescar minha vida e a de todos que vivem em meu mundo.
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:: Quinta-feira, Janeiro 05, 2006 ::

Obs: Uma musiquinha que saiu sem pretensão nenhuma, feita com uma grande pessoa que tem lugar cativo no meu coração. Detalhe: estávmos totalmente embreagados, na praia de São José da Coroa Grande.. cenário melhor não poderia ter!

OLHA O BARQUINHO QUE VAI DEVAGAR
PELAS ONDAS DOURADAS DO MAR
O PESCADOR ANSIOSO A PESCAR
E UM GOLE DE ESPERANÇA A TOMAR

A MARÉ VIROU

LÁ VEM O BARCO COM A REDE DE PEIXES
TODO FELIZ COM A QUEBRADA DAS ONDAS
REBOLANDO QUAL UMA ESCOLA DE SAMBA

LÁ VEM A REMAR
LÁ VEM A CANTAR
LÁ VEM A REZAR
LÁ VEM A ORAR POR IEMANJÁ

QUANDO FELIZ O SOL SE LEVANTA
O PESCADOR ENTÃO SE ENCONTRA
COM AQUELA POR QUEM ELE FOI
POR QUEM ELE VAI
POR QUEM ELE SONHA

PORÉM MAL CHEGA NÃO DÁ PRA CURTIR
POIS MUITO EM BREVE JÁ DEVE PARTIR
POR QUE O MAR NÃO PERDOA QUEM TARDA
E LOGO EM BREVE ELE TEM QUE VOLTAR

LÁ VEM A REMAR
LÁ VEM A CANTAR
LÁ VEM A REZAR
LÁ VEM A ORAR POR IEMANJÁ


Reuel Alves e Ingrid Melo

:: Reuel Alves 5.1.06 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Dezembro 19, 2005 ::
As estrelas são minhas confidentes
Não digo isso por puro lirismo
Devemos temê-las. Não as machuquem!
Se há algo que possa nos contar tudo, são elas

De guerras às conquistas
Das confissões aso suplicos de perdão na hora da morte
Elas sabem também que amo e que choro
E que somos apenas consequências do acaso

Se acaso sonhares comigo
Culpe as estrelas
Pois elas sabem que, apesar de todas as mentiras que conto,
Meu amor por você é verdadeiro.

Reuel Alves
19/12/05



:: Reuel Alves 19.12.05 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Novembro 28, 2005 ::
Eu sou o amor
Ainda não amado

Sou a paz
Ainda não vivida

Sou o clítores
Ainda não tocado

Sou a vingança
Ainda não saboreada

Sou o cigarro
Ainda não tragado

Sou a lágrima
Ainda não derramada

Sou o Deus
Ainda não inventado

Sou o princípio de tudo

Eu sou a vida
Que está pra nascer
No ventre nobre
Das putas mães esquecidas

Reuel Alves
28/11/2005




:: Reuel Alves 28.11.05 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Novembro 23, 2005 ::


Sinto que o que sinto por você
É muito mais que imensurável
Como se eu não soubesse o tamanho do mar
Que pelos jardins que ando
Todas as rosas, orquídeas e jasmins
Não são mais lindas que você

Mas isso não é uma declaração de amor
É sim, uma declaração de vida
Como os cantos matinais dos pássaros
Porque o conceito que se tem de amizade
É, por nós, ultrapassado por uma força muito maior
Que o primeiro sorriso de uma criança
Oposto a tudo o que me torna refém
Pois o amor é a lágrima discreta de um poeta infeliz

Não me deixes cair
Não me deixes só aqui
Ou então me diz por que estou chorando


Reuel Alves
22/11/2005

:: Reuel Alves 23.11.05 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Outubro 20, 2004 ::

Quantos lábios hei de beijar
Quantos olhos hei de fitar
À procura de amor

Pobre de minha alma
Tão triste e solitária
Caminhando pelas ruas
Como um cachorro vadiu

Toquem as cornetas
Dos anjos mais errantes
Suas asas já não batem
Suas lágrimas minha água

Quantas luas hei de olhar
Esperando o sol nascer
Que cantem todos os galos
Quando meu dia chegar

E para não cair no vazio
Nem escorrer pelos riachos
Fico lembrando dos teus lábios
Meu retiro paradiso


Reuel Alves

:: Reuel Alves 20.10.04 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Setembro 30, 2004 ::
Quanta solidão
Aqui no meio da multidão
Quanto disfarce por trás da máscara do palhaço
E eu sem uma máscara pra disfarçar
Minha solidão

Por tantas ruas, avenidas
Estradas percorridas

Mesmo sabendo - sim eu sei
Que o que me resta
São lembranças empoeiradas dos tempos de rei
Um rei sem rainha
Sem trono nem herdeiro

Fumando seu cigarro idiota
Que nem lhe dá prazer
Querendo tirar uma melodia do meu violão
Isso tudo no meio da multidão
Curtindo minha solidão

Reuel Alves
27/09/04

Ps1.: Peço a vocês que, se tiverem vontade de comentar o texto ou escrever um simples recado, que façam pelo email.
Ps2.: Estou a procura de um novo template. Suplico a quem possuir ou souber fazer, que me ajudem.

Obrigado!


:: Reuel Alves 30.9.04 [+] ::
...
:: Sábado, Setembro 11, 2004 ::
AVISO

- SÓ PASSEI AQUI PRA DIZER QUE EM BREVE, MUITO EM BREVE, ESTE BLOG ESTARÁ SENDO ATUALIZADO E TODAS AS VISITAS EM ATRASO TAMBÉM.


UM ABRAÇO A TODOS

REUEL ALVES
:: Reuel Alves 11.9.04 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Junho 10, 2004 ::
Isso tudo faz parte do meu show


Eu sei que todos os sorrisos que dou
São apenas para disfarçar minha dor
Meu verdadeiro Eu

Você deve estar se perguntando, meu amor
E as vezes que você me fez sorrir, meu poeta
Isso não conta?

Não fui eu quem te fez sorrir
Foi a minha angústia que, para não fazer você chorar, mentiu.
O fez pensando na tua integridade sentimental
E a minha integridade?
Ah, dane-se... ela está tão machucada quão a lua

Mas a lua é tão bela, não?
Tão bela como uma boa música
Que nos faz feliz
Por isso que eu ouço tanta música
Para saber, mesmo que remotamente, como ser feliz

Eu posso dizer que fui feliz, sim
Mas isso foi a tanto tempo, meu amor
Bem antes de você conhecê-la
Eu não sabia também o que ela era

Venha, deixe isso pra lá
Me abraçe, vamos escutar uma boa música
Vamos, que hoje serei Cazuza
Isso tudo faz parte do meu show


Reuel Alves

:: Reuel Alves 10.6.04 [+] ::
...
:: Terça-feira, Junho 01, 2004 ::
Aquelas Memórias

Sou tão sentimental
Que às vezes imagino
As gotas das chuvas
Dourada pela luz do poste
Sendo lágrimas dos tempos
Que não voltam mais

O friu me remete lentamente
E de forma misteriosa
Àquelas memórias que hoje
Não passam de um quadro
Guardado debaixo da escada
Com as poeiras que contam os anos
E a história...

E o meu sentimentalismo à flor da pele
Faz com que eu tome outra dose de uísque
Talvez uma fonte de energia para ele
Assim como a história precisa da poeira
Assim como todos precisam de amor


Reuel Alves

:: Reuel Alves 1.6.04 [+] ::
...
:: Terça-feira, Maio 18, 2004 ::
Já dei minha cara à tapa
Ofereci a outra face
Já caí e levantei
E limpei os meus joelhos

Mas no entanto, não encontrei
A tua mão estendida sobre mim

Logo você, minha querida
Quem eu tanto confiei
Mas não se preocupe
O meu pranto é só meu
E de mais ninguém

Não me venha com sua conversa
Barata para mim
Você é agora mais um rosto
Cravado com uma faca
No meu quadro de vergonhas
Pendurado no meu peito


Reuel Alves

:: Reuel Alves 18.5.04 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Maio 10, 2004 ::
Sem chances para o Nobel de Literatura
(por incompetência do autor)

Dipirona...
Era tudo o que eu precisava
E de um verso triste
E de um dia chuvoso

Assim minha dor se torna mais real
Dores se tornam mais reais em dias chuvosos
E logo numa segunda-feira
Meu Deus... cénario perfeito

Se eu fosse realmente um poeta
Poderia fazer uma poesia de verdade
Com chances de ganhar o Nobel de Literatura

Ah, Pablo Neruda
Você realmente consegue me deixar melancólico
Mas não derramarei nenhuma lágrima
Não mais...
A previsão aponta para amanhã
Um dia maravilnhoso de sol

Quem dera...


Reuel Alves

:: Reuel Alves 10.5.04 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Abril 29, 2004 ::

Eu canto para minha morte
Tão viva e tão forte
Eu canto para minha vida
tão finda como minha sorte

E o pássaro em cima d´um galho
Disse que minha dor
É meu braço forte
E que o amor, disse ele:
Esse é maior!


Reuel Alves

:: Reuel Alves 29.4.04 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Abril 14, 2004 ::
Oi amigos, desculpem a demora. Aqui vai um texto diferente dos que costumo escrever, espero que gostem!

ISSO QUE É AMIZADE

Dois amigos, na rotineira Happy Hour, falando sobre suas mulheres.

-Ela não me ama
-E que mal há nisso?
-Que mal? Porra, o mal é que eu a amo e ela não me ama. Você não entende de amor!
-Sim...
-Sim o que?
-Sei lá...

Silêncio....

-Ela ama outro
-Como você pode ter tanta certeza?
-Eu sinto, tá? Ela não é a mesma comigo, como na época do Colegial. Nós não fazemos mais sexo nem amor, apenas transamos, como com uma prostituta! Não que ela seja uma.
-Ela é boa?
-O QUE?
-Perguntei se ela é boa. Pra que esse espanto todo?
-Em que sentido você perguntou?
Como assim? Eu sou teu amigo, porra! Você acha que eu vou te desrespeitar?
-É boa sim!
-Hum....
-O que foi esse "hum..."?
-Nada, estou pensando.
-Em que?
-Na minha mulher.
-E o que ela tem?
-Nada!
-Ela é boa?
-Oi?
-Perguntei se ela é boa.
-Cara, eu sou casado.
-No bom sentido, idiota!
-Não, é péssima!
-Sério?
-Vou me separar
-Tem certeza? Até porque muitas vezes, nessa situação, as pessoas tomam decisões precipitadas.
-Mas eu tenho sim. Ela não me ama mais. Talvez seja o mesmo sintoma da sua.

Uma pausa para um cigarro e um uísque

-Ei!
-Oi!
-Somos amigos, não somos?
-Claro!
-Eu estava pensando... Poderíamos fazer uma troca.
-Você está louco, cara? Isso não é coisa que cristão faça!
-Deixa de bobagens. Se Maria aparecesse na sua frente você transaria com ela! Além do mais, você vai se separar!
-Mas isso não importa.

Os dois se olham. Um pensa na proposta do outro

-A sua aceitaria?
-Eu já tinha falado disso pra ela. Já está no papo!

O que tinha feito a proposta, fala:

-Amigo, tenho que te confessar uma coisa.
-Desabafa, amigão!
-Transei com sua mulher.
-Não esquenta! Estamos quites!

Reuel Alves



:: Reuel Alves 14.4.04 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Março 19, 2004 ::
Para os que estão triste com o tempo em que não atualizo meu blog, e também para os novos visitantes, digo que estou privando vocês de lerem matérias sobre economia, projetos, mercado financeiro e afins, pois são as únicas coisas que estou lendo nesses últimos tempos. Já me deram 2 livros para ler, sem contar no que deixei encostado na cabeceira da cama, levando poeira. Mas não faz mal, um dia eu volto ao normal, aí será tempo de carnaval.

E para não ficar só nessa ladaínha, selecionei uma letra/música duma das maiores duplas que o Brasil já teve.

COTIDIANO Nº2
(Vinícius e Toquinho)

Hay dias que no sé lo que me passa
Eu abro meu Neruda e apago o sol
Misturo poesia com cachaça
e acabo discutindo futebol

Mas não tem nada, não
Tenho meu violão

Acordo de manhã, pão com manteiga
e muito, muito sangue no jornal
aí a criançada toda chega
e eu chego a achar Herodes natural

Mas não tem nada, não
Tenho meu violão

Arrisco a super-sena com a patroa
quem sabe nosso dia vai chegar
e rio porque rico ri à toa
também não custa nada imaginar

Mas não tem nada, não
Tenho meu violão
Mas não tem nada, não
tenho meu violão

Aos sábados em casa tomo um porre
e sonho soluções fenomenais
mas quando o sono vem a noite morre
o dia conta histórias sempre iguais

Mas não tem nada, não
tenho meu violão

Às vezes quero crer, mas não consigo,
é tudo uma total insensatez
Aí pergunto a Deus: "Escute, amigo,
se foi pra desfazer por que é que fez?"

Mas não tem nada, não
tenho meu violão
Mas não tem nada, não
tenho meu violão




:: Reuel Alves 19.3.04 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Março 04, 2004 ::
ÂNSIA DE AMOR

Um copo d'água bem gelado
Para acompanhar minha angústia
Não darei o gostinho a ela
De brindá-la com uísque

E é só isso mesmo
Nessa sala, nessa penumbra
Vou me perguntando, devorando-me...
Onde? Onde?


Reuel Alves
______________________________________________________________
Uma breve histórinha


Pessoal, vou contar a vocês uma pequena história que aconteceu quando eu ainda era muito novo.

A pouco menos de 2 semanas, meus pais acharam uma fita K7 contendo uma gravação feita por eles, eu e meus irmãos. Eu deveria ter uns 4 a 5 anos. Brincávamos de reporteres, fazendo entrevistas. Numas das, minhas mãe estava me entrevistando e, em meio a várias perguntas bobas, me perguntou em quem eu votaria (estávamos na segunda eleição após a ditadura), respondi num grito frenético, para minha surpresa tbm: LULAAAAAAAAAAAAAAAA. Quando eu ouvi essa fita agora a pouco, morrir de rir por muito tempo mesmo. Com 5 anos de idade e já torcia pelo barbudo. Valeu a espera!



:: Reuel Alves 4.3.04 [+] ::
...
:: Terça-feira, Março 02, 2004 ::
BLOG COM SÍNDROME DE REPARTIÇÃO PÚBLICA: EXISTTE, MAS NÃO FUNCIONA!

Tenham calma que eu atualizarei.

Fiquem com Deus!
:: Reuel Alves 2.3.04 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004 ::
No pouco tempo que tenho de navegar pelo mundo bloguista, consegui achar esse texto que, apesar de simples, achei maravilhoso. Sei que muitos não concordarão, mas ele reflete a minha opinião e , logicamente do autor, ou melhor, autora: esta que eu gostaria de ler muito mais do que leio, por que sempre me divirto com seus textos.

Cris, muito obrigado por emprestar sua obra prima para mim. Um grande beijo!


Jogador da Letônia morre em partida na Suécia

Em menos de um ano é o terceiro atleta que morre
durante prática esportiva.
Ninguém se liga que esporte faz mal á saúde?
Esse negócio de ficar correndo dez quilômetros por dia,
se matar de levantar peso
e só comer alface com agrião,
acaba em loucura ou morte.

A gente foi feito pra caminhar na praia,
beber cerveja e fazer sexo bom.
O resto faz parte de uma grande conspiração
entre donos de academias e nutricionistas desempregados.


By Cris!

Fonte: www.essencialmente.blogger.com.br
:: Reuel Alves 18.2.04 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004 ::
Sem tempo

E se o céu cair hj à tarde
Como farei para beijar minha amiga

Como farei para cumprir minha promessa
Que venho adiando a dias
De dizer que a amo
E a visita que fiquei de fazer...

Meu Deus, nem tomei meu café da manhã!


Reuel Alves

:: Reuel Alves 11.2.04 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004 ::
Esse poema fiz especialmente para uma amiga que está morando nos EUA. Faz pouco tempo que ela viajou, ma já estou morrendo de saudades!

A pétala de rosa do meu jardim
(a Natalia Sotero)

O vento soprou na manhã daquele dia
Um vento forte
Que levou de mim
A pétala de rosa mais nova do meu jardim

Queria dizer tanta coisa àquela petala
Ensianar, aprender, contar segredos de jardineiro
Tão frágil ela, tão insegura...

Mas a força que ela possue
Força não só maior que sua beleza
A faz grande, a faz rosa

Se ela soubesse a falta que faz
Se ao menos entendesse o quão triste
Está o meu jardim
Mas é melhor assim
Tanto pra ela quanto pra mim

Ela irá conhecer outros jardins
Talvez amar outra pétala
Mas se ela soubesse a falta que faz a esse jardim...

Reuel Alves
31/01/2004

:: Reuel Alves 4.2.04 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Janeiro 30, 2004 ::
Amigos, desculpem a demora em postar e responder aos comentários, estou em Fortaleza curtindo um pouco as férias, trabalhando também, já que estou na filial da empresa de minha família.

Um grande abrrrrrrrrrrrrrrraço, como diria o grande Leotti

A menina da janela ao lado

Onde está a menina que chorava perto da sua janela?
Não apenas lágrimas, era medo..algo assim
Linda ela, cabelos longos, pretos

Nunca cheguei a conversar com ela
Apenas a olhava pela janela
Talvez ela nem me notava

Eram soluços, eu via ódio em seus olhos
Mas além disso, eu via sonhos, esperanças
Mas era uma coisa utópica, devia pensar ela

Viva presa no seu quarto
Uma flor que teimasse em não brotar
Uma certa proteção anti-externo
Algo como Quisto

Dá muita pena vê-la chorar
Sei que dentro dela existe muita vida
Muito amor pra dá, carinho

Como se só faltasse um pouco de estímulo
Algo como um abraço forte em silêncio
Ou apenas palavras de sabedoria
Como na música dos Beatles

Sim, a música...
Elá ouvia muito Let it be
Deixar como está

Ela lia muito, livros grandes
Se não me engano, a vi lendo O Mundo De Sofia
Tomara que ela tenha entendido a mensagem

Não a vejo mais chorando, ela se mudou
Talvez tenha ido chorar em outra janela
Ou tenha resolvido encarar a vida
Saber que quem ama também chora

Reuel

:: Reuel Alves 30.1.04 [+] ::
...
:: Terça-feira, Janeiro 20, 2004 ::
Quis prestar uma pequena homenagem a esse grande poeta, cantor, enfim, um grande artista. Conheço muito sobre a vida do pai dele, mas só agora é que estou descobrindo a beleza, pureza e magia desse homem que, como o pai, foi impecável em sua arte. Viva a Gonzaguinha!



Sangrando
(Gonzaguinha)

Quando eu soltar a minha voz por favor, entenda
Que palavras por palavras
eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca, peito aberto, vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida que eu estou cantando
Quando eu abrir a minha garganta, essa força tanta
Tudo que você ouvir,
esteja certa que eu estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos e o tremor das minhas mãos
E o meu corpo tão suado, transbordando toda raça e emoção
E se eu chorar e o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante que o teu canto
é minha força pra cantar

Quando eu soltar a minha voz por favor entenda
É apenas o meu jeito de viver, o que é amar

" Só quero ver as pessoas assobiando as minhas músicas" (Gonzaguinha em 1990)


:: Reuel Alves 20.1.04 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Janeiro 15, 2004 ::


Um recado para Chico Buarque de Holanda

Chico Buarque me deixa atordoado
Ele e suas deusas, musas
Mulheres de Atenas

Tenha um pouco de piedade
Com o meu coração, caro Chico
Já estou tão pra baixo
E vem você com sua canção

Não tenho a quem me beijar
Com beijo forte de paixão
Não tenho a quem me esperar
Às seis horas no portão

Além de de ser tão infeliz
De não poder ver aquela trocinha, a banda
Eu sou um guerreiro, caro Chico
Mas ao voltar para casa
Não tenho os braços de Helena

Todo dia como meu feijão
Achando o máximo
Morro todo dia atrapalhando o trânsito
E também me pergunto
O que será que meu coração embreagado
Anda dizendo por aí

Tenha um pouco de piedade
Com o meu coração, caro Chico
Já estou tão pra baixo
Vê se não esquece essa minha oração

Passar bem!


Reuel Alves


:: Reuel Alves 15.1.04 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Janeiro 12, 2004 ::
Prostituta de Bordel

Realidade, prostituta de bordel
Bordel de beira de estrada
Escuro, cheio de fumaças
Pecadoras tragadas

Te vi pela primeira vez
Num quarto escuro
Eu tremi como um burro
Quando vi tua nudez

Depois do fato consumado
Deixou de existir em mim a inocência
Me perdi entreu teu busto farto
E hoje, aos céus peço clemência

Gostaria de nunca ter te visto na cama
Preferia ter ver na praça
Eu tinha você como dama
Na minha bestice de criança


Reuel Alves

:: Reuel Alves 12.1.04 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Janeiro 08, 2004 ::


Sem pé nem cabeça

Antes de mais nada, um cafezinho
Bem forte, pra começar o dia aceso
Após o último gole
A realidade cai em meus olhos

Se pelo menos eu tivesse alguém
Pra dizer o quanto eu amo
Ou simplismente pra dizer
Que odeio café forte
Eu nunca mais tomaria café

Ontem foi lua cheia
Lembrei de quando ela era cúmplice
De meu amor
Mas hoje, nem ela se lembra mais de mim

E eu nem sei por que escrevi esse poema
Sem pé nem cabeça
Sem coração, sem ódio
Apenas com cheiro forte de café...

Reuel Alves

:: Reuel Alves 8.1.04 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Dezembro 18, 2003 ::
Na certa vocês já ouviram ou leram este célebre ditado: aquela pessoa que quase não liga para o amigo, é o que mais pensa nele. Pois é, isto pode ser aplicado aqui! Fiz um ano de Blog e nem dei conta disso (nem o dia eu sei ao certo). Se fosse no casamento eu estaria ferrado, ou pior, embreagado num boteco lamentando a merda feita. Porém, apesar de meu blog ter sentimentos, acredito que ele me perdoará. Como vocês podem notar, não sou de fazer festas, prefiro algo tranquilo. Por isso, entrem, puxem uma cadeira e sirvan-se à vontade.

Um grande abraço, Reuel.

:: Reuel Alves 18.12.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Dezembro 11, 2003 ::
Entre um cigarro e um uísque
(a Pedro Martins)

As coisas não deveriam ser asssim
Eu poderiua ser feliz
Aparentemente não me falta nada
É, aparentemente
Pois sempre falta iuma peça para encaixar

E o pior é que só venho perceber isso
Quando acendo meu cigarro
Coisa que você não gosta
Mas em compensação
Estou tomando aquele velho uísque
Aquele em que muitas vezes fomos felizes

Felizes até o momento
Em que vinha na cabeça
O amor que sentimos pelas mulheres
Principalmente a nossa
A ruiva e a morena
Você lembra, parceiro?
Naquela mesa de bar
Onde escrevemos aquele poema
Você chorava à medida
Em que eu ia te mostrando
As linhas tortas dos meus versos

Mas eu não quero falar de mulher
Deixa isso para nossos corações

Espera, deixa eu ascender outro cigarro!

Nós poderíamos ser felizes
Por que não somos?
Mas somos sim, parceiro
Temos a nós, o uísque, os bares
Então por que diachos estou chorando?
Será a falta dela?
Ah sim, com toda certeza!
Assim como deves estar fazendo agora

É parceito, só nos resta chorar
A amizade nós já temos.


Reuel Alves
:: Reuel Alves 11.12.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Dezembro 04, 2003 ::
Tudo depende

Tudo depende
Do que irá depender
Dependendo, assim
De quem fará depender

Mais de quem fará
Do que a coisa a depender
Pois quem faz a coisa
É quem fará depender

Mas nesse mundo aqui
Tá mais para a coisa fazer depender

Há muitas pessoas sendo guiadas por coisas
Ao invés de guiá-las
Se não fosse assim, seria sim
Das pessoas, a decisão do que irá depender

Reuel Alves

:: Reuel Alves 4.12.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Novembro 27, 2003 ::
Farmácia do Amor

Estou com muita dor de cabeça
Ela gira com o mundo
Sinto calafrios, tremores

Tomei um paracetamol
Um genérico...
Bem que poderia existir
Genéricos de amores

O vendedor de espetinhos da esquina
Teria condições para amar
E eu abriria uma farmácia do amor

"Levem seu coração
À farmácia do amor
Lá você encontrará o que precisa
Coma garantia do menor esforço"


Reuel Alves

:: Reuel Alves 27.11.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Novembro 12, 2003 ::
Não façam barulho; não soltem fogos; Não é preciso acordar a vizinhança.
Um abraço e um beijo já bastam. Tá, um uisquizinho de leve, mas sem exageros.
Porque, mesmo hoje sendo meu aniversário, não precisa de espalhafatos, eu não sou ninguém importante!

Está dado o recado!

------------------------------------------------------------------------------------------
Abaixo, vai uma mensagem que minha mãe me escreveu no meu aniversário do ano passado, mas que vale para todos!

Reuel, existe uma grande diferença entre Ter e Ser, e você é um Ser Humano marailhoso.
Você me faz muito feliz em eu ver meu pequeno grande homem, ser alguém digno, íntegro e sensível.

Um beijo,


Sua mãe Graça




:: Reuel Alves 12.11.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Novembro 06, 2003 ::
Nada, nada e nada!

Apenas o cachorro
Que roubou a comida do menino
Que estava no lixão

Apenas isso!
Mas isso não é nada

Ah, tem também a menininha
Que limpa os vidros dos carros
Que, quando passou uma mãe com seu filho
Indo levá-lo na escola, fitou-os
Com aqueles olhos pequenos
E com uma vontade danada
De sair correndo e pegar na mão da mulher

Mas isso é outra história
Não é nada
Pois se fosse importante
Não estaria acontecendo!

Não é nada mesmo!


Reuel Alves

:: Reuel Alves 6.11.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Outubro 27, 2003 ::
No momento estou de viagem
Peguei o trem das sete
Estou bem, apesar de alguns enjôos

Na próxima estação
Vocês me encontrarão
Fica na central doze de novembro

Aproveito a deixa
E peço-lhes que levem um bolinho
Com 21 velinhas

Agradeço a vocês, de coração
Todas as mensagens que recebi
Espero encontrar vocês
Isso me fará feliz

Reuel Alves

:: Reuel Alves 27.10.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Outubro 24, 2003 ::
Eu venho a público me desculpar pela minha falta de responsabilidade para com vcs. Faz tempo que não dou notícia, que eu não os visito, porém, mais uma vez eu peço desculpas, não pensem que sou mau agradecido. Abaixo segue algumas das causas dessa minha ausência. Podem até parecer esfarrapadas, mas são verdadeiras.
Um beijo em todos vcs, não prometo muita coisa, não sei se irei continuar com esse blog, irei fazer no dia 05/12, 1 ano de blog, e já estou cansado. Talvez eu pare mesmo, até porque eu tenho um projeto que a muito quero fazer, que é juntar todos os meus escritos, organizá-los e correr atrás de uma editora. Peço-vos que me entendam. Nunca deixarei de visitá-los. Mas isso ainda não é uma despedia oficial, faltam muitos dias para dezembro chegar, até lá, vou levando do jeto que a vida quer!

Um forte abraço!!!!

Motivos da minha ausência:

-Triste
-Cansado
-Atarefado
-Mau amado
-Desilusões

:: Reuel Alves 24.10.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Outubro 21, 2003 ::

Lágrimas numa mesa de bar

Numa mesa de bar
Confissões são ditas
Como rosas que defloram
Nos jardins da loucura

Lágrimas caems dos olhos de quem ama
Fazendo a boca suspirar palavras
Que nunca deveriam ser ditas

E o poeta, junto com seu amigo
Chora as lágrimas proibidas
Lágrimas que se transformam
Em versos tristes
Tudo isso por estarem amando

Reuel Alves

:: Reuel Alves 21.10.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Outubro 17, 2003 ::

Odeia-me, portanto, se é preciso:
Agora, em tudo, o mundo insiste em contrariar-me;
Não me causes mais tarde um súbito prejuízo,
Une-te logo à sorte cruel, vem humilhar-me.
Quando minh'alma houver fugido ao meu tormento,
Não surjas no último escalão de dor vencida:
Não dês manhã de chuva à noite com seu vento,
A fim de prolongar derrota decidida.
Se me deixares, não me deixe só no fim,
Quando se houver cumprido tanta dor menor;
Vem no primeiro ataque: eu sofrerei assim,
De plano, o que a fortuna oferecer de pior,
E outras formas de dor, que ora parecem dor,
Junto de tua perda não terão tal cor.

Willian Shakespeare

:: Reuel Alves 17.10.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Outubro 14, 2003 ::
NOTA EXPLICATIVA:

Amigos, fiz uma besteira grande quando fui mexer no template deste blog. Acho que a maioria já fez alguma besteira, querendo dar uma de sabichão. Pois é, fiz alguma coisa que apagou de vez o outro comment, onde já tinha um número rasoável de comentários. Como minha cabeça não está nada boazinha, resolvir deixar pra lá. Por favor, não pensem que não ligo pro seus comentário, eles são de muita valia, porém, não estou mesmo com vontade de desfazer a minha besteira.

Um beijo no caração de vocês!

INVENTÁRIO DO DIA, DA ALMA E DO CORPO

Segunda-feira.
Acordei às 6.45hrs, 30min adiantado. O que já me deixou um pouco aborrecido.
Dores fortes nas costas. Alguns exercícios de ioga que aprendi com minha mãe. Não adiantou muito.
Banho gelado. 1..2..3.. (pulando). Muito gelado! Mas o friu ajudou a passar um pouco as dores das costas, frutos da bebedeira.
Empadas e meio copo de suco de abacaxi no café, e aquele conhecido barulho infernal de conversas de café da manhã.
Cachorro latindo, menina atrasada para a escola, e meninos preguiços de cuecas perambulando pela casa atrás das roupas do trabalho.
A barba que era pra ser feita e não fez. Red Hot no som do carro. Sol de 8hrs batendo no rosto e bocejos inacabáveis.
Chego ao trablaho sem coragem de subir as escadas. Apenas 15 degraus, não é nada. Mas parece que carrego chumbo nas costas.
Bom dia! Bom dia! Bom dia! Bom dia! Ufa! Minha sala; Meu computador; Minha cadeira; Meu café. Minha cabeça! Onde? Cadê-la?
Ah, deixa pra lá, uma hora ela volta. Acabo as tarefas de sexta. Navego na internet. Muito cansado ainda!
Leio alguns email: correntes, mensagem de esperança, um texto de Vinícius de Moraes, que já li trocentas vezes só pelo email.
Tenho a sensação de que minha vida está um lixo! tenho muita vontade de sair correndo, ficar junto de quem eu amo, abraçado, calado, com os olhos fechados...

- Mas por que não? Sai Reuel, desliga teu computador. O que tem tua faculdade? Só por um dia, sai já daí, vc é livre! Vai logo porque se não você perde o ônibus.
- As coisas não estão fáceis, né? Até sozinho você está falando! Você queria o quê? Que chegassem à sua porta mostrando-lhe o caminho?

- Não, eu não sou desses. Eu não iria saber viver uma vida que não fosse conquistada por mim! Não quero nada de bandeja, mas também não sei o que quero.
- Ah, voz, some daqui, vai atazanar outro!

Um copo de Pepsi. Nada melhor! Um bom arroto e tudo estará bem. Vou esperar a hora de me mandar daqui e ir para a faculdade. É, terminarei esse curso de Adm. e serei um ótimo escritor.

- Hum...já é um começo! Isso, mostre força de vontade, diga a você mesmo o que sente e você logo estará de bem com a vida, no rumo certo.

- Voz, quando eu pedir algum conselho eu te chamo! Certo?
- Certo, voz? Voz!?! Voz......

...É, serei um bom escritor!


Reuel Alves


:: Reuel Alves 14.10.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Outubro 13, 2003 ::


"Há seis anos, sofri uma pane no deserto do Saara. Alguma coisa se quebrara no motor. E como não trazia comigo nem mecânico nem passageiros, preparei-me para executar sozinho aquele difícil conserto. Era para mim questão de vida ou morte. A água que eu tinha para beber só dava para oito dias.
Na primeira noite adormeci sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Estava mais isolado que um náufrago no meio do oceano. Imaginem qual foi a minha surpresa quando, ao amanhecer, uma vozinha estranha me acordou. Dizia: - Por favor...desenha-me um carneiro! (...) Não se esqueçam que me achava a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Quando consegui finalmente falar, perguntei-lhe: - Mas...que fazes aqui? E ele repetiu, lentamente, como se estivesse dizendo algo muito sério: - Por favor...desenha-me um carneiro! E foi assim que conheci, um dia, o Pequeno Príncipe."
(O pequeno Príncipe, 1940 - Antoine de Saint-Exupéry)

Essa é uma das histórias mais lindas que li, e estou lendo-a pela segunda vez, depois de tanto tempo. Para quem ainda não leu o livro, faça o favor de ler, você aprenderá muito! Aprenderá que coração de criança é a coisa mais perfeita que se há em todo o universo, inclusive os visitados pelo Pequeno Príncipe.

:: Reuel Alves 13.10.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Outubro 08, 2003 ::


Na noite fria

Aos que não amam, dou o meu desprezo
Aos que amam...meus pêsames!
Aos corações perdidos na noite fria
A procura de uma lareira
Digo que lareira melhor não há
Que não seja na noite fria

O anjo negro já me disse
- Procura a ti mesmo
[e encontrarás a tua metade

Procura na noite fria
É nela que choram os coitados
os desiludidos
Que clamam por uma mão, coração

É nela onde tudo acontece
Os anjos tortos que choram
as dores dos amores perdidos
A donzela atrás do sexo proibido, sua prisão

E esse menino que vos escreve
É na noite fria e escura
Que ele se liberta!

Reuel Alves

:: Reuel Alves 8.10.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Outubro 07, 2003 ::


Fiquei com vontade
De escrever um poema
Mas a vontade de dormir
Foi maior

Acabei por escrever
Esses versinhos bestas
Só não sei se já estou sonhando

Reuel Alves

:: Reuel Alves 7.10.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Outubro 03, 2003 ::


Eu, a lua e...

Eu, sozinho na noite
Fascinantemente clara
Com meu único desejo

De poder abraçar a lua
Poder beijá-la nua
De poder ter asa, Asa Branca
Para tocar sua superfície clara
Como os olhos que, cintilante a vê

Pois o que me faz voar
Chegar até lá
Dura pouco
- Droga de uísque!

Reuel Alves

:: Reuel Alves 3.10.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Setembro 30, 2003 ::
Aviso: Amigos, nessa semana e na que vem, estarei tendo prova da faculdade, por tanto, se sentirem minha falta (coisa que não acredito), saibam que estarei me matando, e se eu não voltar, saibam que morri (nada de choros, por favor!). Um grande abraço deste poeta menor!




Nas nuvens cinzas

Uma brisa de primavera
Soprou o meu corpo
Eu ainda estava na cama
Foi como se um anjo me despertasse

Hoje, o mundo, aos meus olhos
Está mais azul, mais leve
Embora haja muitas nuvens cinzas no céu

Hoje, os carros não me aborrecem
Não ouço as reclamações de minha alma
Mesmo esta estando aos pedaços
O mundo pra mim está azul e branco

Dei até uma risadinha
Quando minha mãe reclamou comigo hoje
Não sei como, mas foi como se um pássaro
Gorjeasse em meu ouvido

Se o mundo caísse hoje
Eu assistria de camarote nas nuvens cinzas

Reuel Alves

:: Reuel Alves 30.9.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Setembro 26, 2003 ::

Hoje eu não vou postar uma poesia, cederei esse espaço a uma reflexão minha sobre o amor. Reflexão não, é um desabafo mesmo, não que eu esteja amando ou apaixonado, não é nada disso, estou mesmo é intrigado com o fato d'eu não conseguir de maneira alguma, escrever sobre o amor, ou sobre uma mulher (olhe que eu já amei muitas). Já passei inúmeras madrugadas tentando colocar em um papel o amor que estava sentindo, ou mesmo uma desilusão. O máximo que saía não poderia nunca ser chamado de poesia, era apenas besteiras repetitivas, o puro clichê.

Resolvi escrever isso, quando estava navegando pelos blogs, parei no porto chamado LITERATUS, lindo blog, perfeito, com textos merecedores de aplausos. E falavam de que? Dele mesmo, do amor. Aí me veio essa minha angústia de não conseguir compor um verso se quer desse sentimento adorado por todos. Até esse prosa minha está um lixo, mas é assim mesmo, minhas mãos tremem ao escrever coisas sobre ele. É certo que ninguém até hoje conseguiu, realmente, decifrar em versos ou prosa, a essência do amor. Mas nem que fosse uma, só uma. Mas uma bela, digna de reconhecimento.

-Aí é querer demais, Reuel! Volta para tuas tristezas que são mais belas que teu amor. (uma voz em meu ouvido)

Amor! Por que tão difícil?


:: Reuel Alves 26.9.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Setembro 25, 2003 ::


Uma dose de loucura


Qual a vantagem de ser normal?
Tendo que fazer tudo igual
Será que não cansa esse visual?
Experimente uma dose de loucura
Mas não diga a ninguém
Que uma vez foste louco
Que foste à lua,
Que conheceste o universo
Que viste pela primeira vez
A vida como ela é

Pois se não
Todos serão loucos
E a loucura tornarar-se-á monótona
E eu teria que ser normal
Mas eu faria do normal uma loucura total
Onde eu poderia mudar a direção do trem
Um trem para as estrelas

Reuel Alves

:: Reuel Alves 25.9.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Setembro 22, 2003 ::
PS: Devido a problemas com o outro Template, retornei ao antigo, mas, em breve, procurarei um melhor e mais bonito.


Voltei, voltei para ficar, por que aqui, aqui é meu lugar...

Oi pessoal, volto fazendo uma homenagem ao meu amigo Pedro Martins, esse abaixo, de camisa vermelha. Um verdadeiro amigo. Ah, apresento-me novamente, só que um pouco mais velho que na foto anterior. Sou o de amarelo!


Ao meu amigo

Um grande amigo
Pediu-me um poema sobre amizade
Sinto dizer, mas não posso escrever sobre amizade
O que escrevo, são na maioria, coisas tristes
Prefiro assim

Coisa boa, como vc, amigo
Prefiro dar um abraço
Prefiro sentir com minhas próprias mãos
E guardá-lo comigo

Deixo para o papel
A tarefa de guardar minhas tristezas
No meu coração ficam os amigos!


Reuel Alves

:: Reuel Alves 22.9.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Setembro 15, 2003 ::
EMOÇÃO E POESIA

Quem quer que seja de algum modo um poeta sabe muito bem quão mais fácil é escrever um bom poema (se os bons poemas se acham ao alcance do homem) a respeito de uma mulher que lhe interessa muito do que a respeito de uma mulher pela qual está profundamente apaixonado. A melhor espécie de poema de amor é, em geral, escrita a respeito de uma mulher abstrata.
Uma grande emoção é por demais egoísta; absorve em si própria todo o sangue do espírito, e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever. Três espécies de emoções produzem grande poesia - emoções fortes e profundas ao serem lembradas muito tempo depois; e emoções falsas, isto é, emoções sentidas no intelecto. Não a insinceridade, mas sim, uma sinceridade traduzida, é a base de toda a arte.
O grande general que pretende ganhar uma batalha para o império de seu país e para a história de seu povo não deseja - não pode desejar ter muitos de seus soldados assassinados (mortos). Contudo, uma vez que tenha penetrado na contemplação de sua estratégia, escolherá (sem um pensamento para seus homens) o golpe melhor, embora o faça perder cem mil homens, em vez da estratégia pior, ou mesmo a mais lenta, que lhe pode deixar nove décimos daqueles homens com quem e por quem luta, e a quem, em geral, ama. Torna-se um artista por amor a seus compatriotas, e expõe-nos à carnificina por causa de sua estratégia.



Fernando Pessoa

:: Reuel Alves 15.9.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Setembro 12, 2003 ::


Os verdadeiros senhores do mundo

Eu tenho uma imensa vontade
De abraçar o mundo
Gostaria da compaia de todos
Junto a mim, no boteco da esquina

Gostaria de compartinlhar com todos
As dores de se ser gente
É assim que se aprende

Queria ouvir os bebados e suas filosofias
Suas mais belas filosofias, verdadeiras ou não...
Ouvir os loucos, os desiludidos
Os apaixonados...

Queria aprender com eles, os apaixonados
A magia do amor
Mas dizem que amor não se aprende

Eu queria sair do bar tombando pela calçada
Abraçado a um desconhecido
Eis o verdadeiro amigo!

As vozes em tom alto, indignadas...
As vozes de cantores de banheira
Na sua mais alta afinação
Numa sintonia efervecente com o coração

Eu queria poder compartilhar com o solitário
e sua cerveja
Aquele barulho ensurdecedor do silêncio
Ele, a cerveja e sua lágrima

Poder olhar a garçonete se exibindo
Com sua minúscula saia
O ébrio, banguelo, olhando as pernas dela

Poder chorar junto
Com o homem q foi traído
Que tem dívidas a pagar
Que tem filhos pra criar

Queria poder discutir com o intelectual
Que não sabe de nada, mas garante de pés juntos
Que Romeu e Julieta, não passa de uma obra frustada
Do poeta Nelson Rodrigues

Queria poder conhecê-los
Aprender com cada um
Abraçar cada um
Os verdadeiros senhores do mundo!

Reuel Alves

:: Reuel Alves 12.9.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Setembro 10, 2003 ::


Uma preta e uma história

Já não sei que vida quero
Ou que vida me pertence
Eu acho tão lindo um abismo
E me alegro ao ver uma planicie com capins ralos

Eu não tive nenhuma preta que me contasse histórias
E a minha própria, não é mais bonita que a de Robson Crusué

Olho todo dia pela minha janela
Para ver se o sol está lá pra me esquentar
Mas quando não, volto a dormir, e me esquento no cobertor

Ah, se eu tivesse uma preta...
Esqueceria disso tudo agora mesmo!
Esqueceria de que eu não sei o que fazer
Não lembraria de que o amor é uma comoção
E que eu não tenho nenhuma comoção
Esqueceria de uma vez por todas
A história de Robson Crusué!

Reuel Alves

:: Reuel Alves 10.9.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Setembro 08, 2003 ::


Bateu uma vontade muito grande de colocar uma poesia do meu conterrâneo Manuel Bandeira. É sempre bom ler esses versos lindos, cheios de vida, escrita por uma
pessoa que conviveu com a morte bem ao lado, sempre doente, mais com muita vida.


VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d¿água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

(Manuel Bandeira)

:: Reuel Alves 8.9.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Setembro 05, 2003 ::


O ócio do poeta

Nada para ler
Sem ter o que escrever
Ninguém por perto
Nem o vento sopra

Meu coração quase parando
Respiração lenta, controlada
Um copo d'água
Que bem poderia ser um vinho

Cabeça baixa
Olhando o infinito branco do papel
Esperando aquele insigth brilhar nos olhos
Sem nenhum sentimento de culpa

Ócio!
Simplesmente, o ócio do poeta.


Reuel Alves

:: Reuel Alves 5.9.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Setembro 03, 2003 ::
Uma caminhada pela areia da praia


O vento levou a espuma do mar
Quando a onda quebrou no arrecife
E o sol quarando meu rosto
Os meus olhos quase não se abriam

Não pude ver, só pude sentir
Quanta vida existe
Onde menos achamos que há

Quanta vida tinha na espuma
Ela brilhava, sorria para mim
E o vento me contava tanta coisa....

Trazia notícias das areias
Do alto-mar, das nuvens...
Ah, as nuvens!
Elas nos diz tanta coisa em forma de objetos

Passei a mão pela areia ainda úmida da chuva
Que veio contar as novas do céu para a terra

E os carros pela avenida
As pernas pelo calçadão
Nem sonham que possa existir tanta vida

E os Homens, os bestas
Procuram insesantemente
Vida fora da Terra, vida inteligente

Homens tolos, burros
Há tanta vida aqui
Tanta vida inteligente...


Reuel Alves

:: Reuel Alves 3.9.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Setembro 01, 2003 ::


POEMA DO DIA

O dia amanheceu lindo
A tarde chegou. Friu
Eita tarde, eita mormaço...

Tento olhar através
de minhas grades
Só cinzas, nem lua...

Dormir não posso
Pois meus olhos temem a escuridão

Inda bem meu coração não ter olhos
Inda bem que tenho Raquel

Reuel Alves

:: Reuel Alves 1.9.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Agosto 28, 2003 ::


Só por hoje (Deixa-me só)

Poeta, volta aqui
Não sejas tão estúpido
Não é só você que se chateia
Com o que a vida nos impõe

Você nunca foi de chorar desse jeito
Até a Lua não está sorrindo hoje
As estrelas não estão mais brilhando
Tudo isso por estarem triste com você

Nunca foste de disistir
Sempre te vi levantando
Quando te derrubavam
Você batia no rosto e limpava os joelhos

Conta-me, Poeta
Conta-me, que estou aflito

Não se preocupe comigo
Não quero que vejas o quanto estou triste
O meu pranto são dores verdadeiras
Dores fortes, feias...
Não quero que vejas, amigo

Quando eu sentar numa mesa de bar
E estiver sozinho
Ou quando eu estiver um porre
Apenas me deixa em silêncio

Deixa esse ódio besta que sinto
Fluir dentro de mim
Não farei mal a ninguém
Por isso quero estar só

Agora, deixa-me ir, amigo
Amanhã eu te ligo
Amanhã eu te abraço, dou-te um beijo
Mas,só por hoje, deixa-me só!

(Reuel Alves)


:: Reuel Alves 28.8.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Agosto 27, 2003 ::
COMUCICADO

Meus caros amigos, é com muito prazer que coloco à disposição de vocês o meu outro blog, que se chama Desabafo Mental. É um blog de crônicas, resenhas, algumas mentiras...tudo o que escrevo que não seja poesia. Ele está parado faz um bom tempo, mas não sei por que, resolvi retomá-lo. Eu não coloquei nenhum post novo, vou deixar por enquanto, os antigos, para que vcs leiam todos (se tiverem saco pra isso).

Um grande abraço desse pequeno poeta!



:: Reuel Alves 27.8.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Agosto 26, 2003 ::
Obs: essa foto eu já tinha postado, só que eu perdi todo meu arquivo de fotos. Porém, para representar uma poesia que fala de mim, nada melhor do que eu mesmo.


1/4 de minha infância

Com a bênção de minha mãe
Peço licensa para vos falar
De minha infância
Sem muita importância

Criança corajosa
Louca e teimosa
Capaz de sacudir o mundo
Só para sua vontade satisfazer
(até mesmo em cima do muro)

Coitada da família
Que louca, não sabia
Do meu escrito destino
Que Deus traçou
Com a régua do diabo

Saudades eu tenho
E uma coisa eu admito
Em nenhum momento me arrependo
E feliz assim vou morrendo


Reuel Alves

:: Reuel Alves 26.8.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Agosto 22, 2003 ::


Pura contradição

A vida é tão simples
E tão abstrata
É tão linda
E podre também

A vida me faz feliz
Ao mesmo tempo que me transfoma
Num solitário melancólico

A vida é a sensação de alívio
Tanto quanto a angústia da perda

É a gota d'água
Num lábio seco
É o sangue escorrendo
Pelos dentes do vampiro

É a lapada de cana
Que o alcólatra precisa
É o enjôu da ressaca

A vida é uma ferida
Feita por uma rosa

A vida, meus amigos
É a pura contradição


Reuel Alves


:: Reuel Alves 22.8.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Agosto 19, 2003 ::
O poema abaixo foi retirado do meu livro "Sonhos". Um presente que meus pais me deram no meu aniversário. Mas o livro não foi publicado, foram feitas apenas umas 100 tiragens, só para presentear amigos.


A vida pelo avesso

A vida que eu pedi
Não veio como eu quis
Queria ouro, encontrei tolos
Queria prata, encontrei latas

A vida que eu pedi
Não veio como eu quis
Pedi conforto, ganhei trabalho
Pedi amigos, ganhei inimigos

Na vida em que pedi
Descobri que tolos têm ouro
Que conforto, só com trabalho
Que inimigos, só se quisermos

Reuel Alves

:: Reuel Alves 19.8.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Agosto 13, 2003 ::


A boneca e a rosa

Bem no meio da gritaria
Do corre-corre
Uma criança observa com seus olhos vivos
Aquele olhar de quem vê pela primeira vez uma rosa
E depois se fura no espinho

A imensidão do céu
Faz da pequena, um ponto na rua
Sua beleza é tanta e divina
Seu rosto de seda, vermelhinho

E aquelas pessoas cegas
Os olhares mortos, cinzas...
Com as mesmas respostas:
As dores do mundo.

Ah! estou farto desses lamentos
São sempre as mesmas dores
E elas se acham no dever de aceitá-las
Como se fosse o carma dos adultos

E as pernas passam
Atropelam a criança
Que, subtamente, larga a boneca e a rosa no chão
Porque ninguém a viu pedindo para brincar na calçada

Claro, menina!
Quem tem tempo de brincar de boneca
Quando se têm as dores do mundo?

Reuel Alves



:: Reuel Alves 13.8.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Agosto 07, 2003 ::


Rindo à beça, chorando à toa

Curta foi a deistância que já percorrir
Desde o ponto onde comecei
Nessa jornada rumo ao desconhecido

Sigo numa linha onde não se sabe o fim
E percorro como um equilibrista
Só que ao invés da rede embaixo, existe um abismo

A única esperança que tem o equilibrista
É de que sua vara nunca o traia
Pois está nela o seu ponto de equilíbrio

E tudo aquilo ao seu redor
As luzes, os olofotes, os aplausos
As vaias, a solidão...o medo.

É que o impulsiona à frente
Dá rítimo ao seu coração
Faz com que queira desafiar seus obstáculos

E o equilibrista segue
No balança mais não cai
Rindo à beça, chorando à toa

Reuel Alves

:: Reuel Alves 7.8.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Agosto 04, 2003 ::
Eu já vi de perto a dureza de uma vida castigada pela seca. Já vi a dor no rosto de quem carrega essa carma. Já chorei só de ver, mas sei que nunca vou sentir a aflição de não saber se vai poder comer no dia seguinte. Tantas mãos calejadas implorando por trabalho, por um pouco d'água. Só mesmo a para sustentar esses corpos frágeis e, ao mesmo tempo, tão rígidos como a terra que eles cultivam. Afinal, tirar leite de pedra não é trabalho pra qualquer um.

E ao ver essa foto, me deu um aperto no peito e acabei por dedicar uma poesia.


De quem vê....

Numa caisa de taipa
Homem, Mulher e a plore
Que chega a ser mais de dez
Quando a única diversão
É a cachaça e a mulher

O homem vai à roça
Ao seu pedaço de vida, sua esperaça
Os meninos, que coisa
Vão no rastro do pai
Contra vontade dele
Forçados pela condição de vida

Com o sol a pino
Vejo-os trabalhando
Cultivando uma terra rachada
Na esperança de que Deus se comova
E faça o céu chorar

Mas se lágrimas bastassem,
Pensa o poeta,
Que lago não teríamos!

E quando a dor é mais forte
Mais forte que a f'é
Não resta mais nada
Ao pobre homem do sertão
Que esperar sentado
Bebendo seu lamento
Num batente de bodega

Ou sair de sua terra
Vagando ao encontro do inesperado
Ou até mesmo, ao encontro da morte
Que parece Inevitável
E ele sabe disso
Que a morte, cavalga com ele
Em seu lombo, em sua alma.


P.S.: Essa foi a primeira parte, a de quem vê. Na segunda, será o sertanejo contando sua vida.


:: Reuel Alves 4.8.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Julho 30, 2003 ::


"Às vezes quero crer
Mas não consigo
É tudo uma total insensatez

Aí pergunto a Deus, escute amigo:
Se foi pra desfazer, porque que fez?

Mas não tem nada não
Teno o meu violão"

(Vinícius de Moraes)




:: Reuel Alves 30.7.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Julho 29, 2003 ::


Parado no Farol

O sol se vai...
O calor esfria, fico trêmulo
No escuro, fico pensativo
Há tantas coisas que surgem na sobra
E da sobra...

Os faróis de trânsitos
Ditam nosso rítmo, eu obedeço
Aquelas pernas passando na faixa
Cabeças baixas, sacolas na mão
E uma certeza que me deixa incerto

E aquelas mesmas pernas
Indo para lugares já sabidos
De tempos idos, os mesmos...
Têm a convicção de que venceram
E dão passos largos, gloriosos...

Mas é que eu acho isso tudo
Uma total besteira
Pra mim são apenas pernas atravessando a faixa
Apenas pernas...

Reuel Alves

:: Reuel Alves 29.7.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Julho 28, 2003 ::
Essa poesia, retirei de um cartão do grupo Terapia do Riso, que é vendido pelos própios integrantes no Recife Antigo, onde fui tomar um chopp.

Vestígios

De repente sinto uma lágrima
Solitária descendo lentamente
em minha face.
Tento impedir que outras
acompanhe essa peralta rebelde;
Mas é impossível, não demora muito
e outras vem apressadamente banhar
meu rosto.
Difícil também é controlar a pulsação
do meu coração que dispara como um
puro sangue, buscando o horizonte
com sede de liberdade e vitória.
Meu corpo neste instante, queima como
lava fumegante, e minhas mãos tremem,
como se estivessem presas a um iceberg;
e tudo isto porque, em um momento de fraqueza
comecei a recordar nossos momentos
e senti uma imensa saudade de você!

(Hélio Marques)

:: Reuel Alves 28.7.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Julho 24, 2003 ::
Acho que esse período que estou passando, sinto-me como se sentiu o velho e bom poeta Vinícius de Moraes, como o própio diz em um de
seus poemas, que publiquei abaixo. Não consigo expressar esse sentimento tão bem, como fez o poetinha. Por isso, recorri ao mestre.



A um passarinho

Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis.

Deixa-te de histórias
Some-te daqui!

(Vinícius de Moraes)


:: Reuel Alves 24.7.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Julho 22, 2003 ::

Pra fugir um pouco da rotina, postei uma foto minha bem pequeno (ainda continuo pequeno, são apenas 1.52m).
Espero que não espante meus poucos leitores!!!

Como EU era LINDO! Meu Deus
E craque de bola. Quer dizer, ainda sou lindo, mas craque...
:: Reuel Alves 22.7.03 [+] ::
...



Eu já desconfiava
Desde muito já desconfiava
Mas eu não acreditava

Ela insistia em me contar
Eu até relutei
Ela não desistia

Ofuscava-me com seu brilho insessante
Era lindo, devo admitir
Até que cedi...

A verdade, é que ela era uma estrela
E disse-me que a cada sono meu
Vigiava-me, iluminando meu rosto

Seu nome ela não me disse
Também não me importava muito
Eu só queria tê-la comigo

E até hoje nós conversamos
Antes d'eu dormir
Ou a cada gole solitário de uísque que dou

Somos amantes...
Somos confidentes...

Seu eu disser o que ela já me contou...
Mas não, não a trairei
Só a quero do meu lado
E nada mais!

Reuel Alves

:: Reuel Alves 22.7.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Julho 15, 2003 ::


ANÁLISE

Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.


Fernando Pessoa



:: Reuel Alves 15.7.03 [+] ::
...


Um suspiro de alívio

Ontem eu não chorei
Eu caminhei pela praia
Estava de noite, a lua cheia

Ontem eu sorri
Eu tinha uma amiga
Ao meu lado

Nós nos abraçamos
Conversamos besteiras...

Ontem eu fui feliz!

Reuel Alves


:: Reuel Alves 15.7.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Julho 11, 2003 ::


Aquelas horas que formaram meigamente
Teu aspecto gentil, que todo olhar procura,
Hão de tiranizar-te ainda amargamente,
Desfomoseando o que é sem par em formosura:
Ah! pois o tempo sem descanso leva o estio
Ao coração do inverno odioso, onde o oblitera;
As tenras folhas vão-se; a seiva estanca-a o frio;
Jaz nevada a beleza, e a desnudez impera:
Se entre muro de vidro o estio destilado
Então não perdurasse, olente prisioneiro,
Ter-se-ia da beleza extinto o resultado,
Sem memória deixar de seu fugor primeiro,
Mas em vão, destilada a flor, o inverno a ameaça:
Perdida a forma, em sua essência ela não passa.


Wiliam Shakespeare

:: Reuel Alves 11.7.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Julho 01, 2003 ::


Meus caminhos de Pedra

Sempre, sempre
E sempre...
Serão assim os caminhos
De minha vida

Com degraus de predras
Para que meu pés
Sintam a dor da subida
E o receio da descida

Embora, de tal forma
Descer, às vezes, seja a melhor solução

E mais aliviado
Meu coração fica
Por saber ser humilde
Ao ponte de te que se rebaixar

E com mais força
Mais intensidade, ele bate
Quando ergue-se novamente

Reuel ALves

:: Reuel Alves 1.7.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Junho 30, 2003 ::


"Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
(...)
Queixo-me às rosas
Mas que bobagem, as rosas não falam
Simplismente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti..."

(Cartola)

:: Reuel Alves 30.6.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Junho 26, 2003 ::
Incerteza

Eu não sei muito sobre a vida
Não tenho muita certeza
Não sei nem do meu presente

Mas, andando pela minha rua
De onde dá pra ver o mar
Tenho a sensação de que algo
Já esteja escrito em minha vida

Talvez presenciar, quem sabe
Tão logo ou não
O derretimento das geleiras
Que flutuam em nossos peitos

Incerteza essa
Que me faz chorar!


Reuel Alves
(24/05/2003)



:: Reuel Alves 26.6.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Junho 25, 2003 ::
Indagações

Acendo a luz!

....E se fossemos incolor?
E se não tivéssemos cheiro,
Nem paladar?

Fico pensando coisas desse tipo
Deitado na minha cama, olhando pela janela... ´
Às vezes costumo sonhar demais, acordado

Agora, me veio uma indagação
Não tão absurda como a outra:
Ei-la: e se fossemos Seres-Humanos?

Talvez eu não chorasse tanto
Talvez meu peito não doesse demasiadamente

São sentimentos esses
Que me fazem desejar um cafezinho.

Apago a luz!


Reuel Alves
(15/06/2003)


:: Reuel Alves 25.6.03 [+] ::
...
:: Domingo, Junho 22, 2003 ::
¿Quando você sentir vontade de chorar, não chore! Pode me chamar que eu choro por você.
Quando você sentir vontade de sorrir, me avise que venho pra nós dois sorrirmos juntos!
Quando você sentir vontade de amar, me chame, que eu venho amar você!
Quando você sentir que tudo está acabado, me chame que eu venho lhe ajudar a reconstruir.
Quando você achar que o mundo é pequeno demais pra suas tristezas, me chame, que eu faço ele pequeno para a sua felicidade!
Quando você precisar de uma mão, me chame, que a minha é sempre sua.
Quando você precisar de companhia naqueles dias nublados e tristes, ou nos dias ensolarados, eu venho, venho sim!!
Quando você estiver precisando ouvir alguém dizer: EU TE AMO!
Me chame que eu digo a você toda hora.
Pois o meu amor é imenso.
E, quando você não precisar mais de mim, me avise, que simplesmente irei embora, pensando em você!!¿

:: INGRID MELO 22.6.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Junho 16, 2003 ::

Não adianta compor uma música
Se ninguém irá ouvi-la
Não adianta escrever poemas
Se ninguém irá lê-los

Mas adianta chorar, sim, adianta
Adianta desabafar...

____________________________________

Poema da bola de festa

Ponho toda minha dor
Numa bola de festa
A bola estica-se ao máximo
E eu a estouro: BUM!
Foi-se a minha dor

Só que um dia a dor voltará
E eu não sei se minhas bolas serão suficientes

_________________________________________________

Por mais que eu tente acreditar
Que dessa vez
Ao contrário das outras
Quando o céu escureceu
Venha dar brilho
O sol ao meu rosto
Haverá sempre em meu jardim
Aquela rosa vermelha murxa

Já tentei agoá-la
As minhas lágrimas que o digam
Adubei-a com sorrisos
Mas ela deve ter desconfiado
Da veracidade deles

Já faz tempo
Que aquele bichinho verde
Não pousa em meu jardim
Até já esqueci seu nome

_______________________________________

Pensamento Aguçado

Eu penso em muitas coisas
Não sei o que fazer com a maioria
Mas com o que me sobra
Transformo minha vida
Em algo interessante

É como um pássaro
Construindo um ninho
Penso em tanta coisa!

Ou uma pedrinha
Rolando penhasco abaixo
É muita coisa, meu Deus!

__________________________________

A festa do séc. XXI

Uma bomba supersônica
Fez um barulho ensurdecedor
Era uma festa atômica

Vi, numa pedra escura, uma flor
No deserto Alá
Intacta, sem cor
Onde chorei, eu flor
:: Reuel Alves 16.6.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Maio 16, 2003 ::
¿As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
na palma da mão.
Mas as coisas findas
muito mais que lindas
essas ficarão¿.

Carlos Drumond de Andrade.
:: INGRID MELO 16.5.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Março 17, 2003 ::



Vi dois beija-flores
Fazendo amor
De cabeça para baixo

E eu tão preocupado
Em levantar a minha

Reuel Alves
:: Reuel Alves 17.3.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Março 12, 2003 ::
CARTA AO TOM 2001

Tem-se que inventar novamente o amor
Acabar com a dor
Derrubar o concreto armado
E construir fontes de mel

Ensinar a Elizetes
Aos Tons e Mil tons, o bem
De canção de amor de mais
Com os olhos no Redentor

E numa praia
Apreciar uma água-de-côco
Com um velho calção de banho
De mãos dadas com o céu e a mar

Cantar poesias
À luz morena da Lua
Respirar só alegria
Temos que reinventar o amor

Transformar a janela quadrada
Numa porta sempre aberta
E deixar entrar, sabe
Aquela famosa garota de Ipanema

Reuel Alves

:: Reuel Alves 12.3.03 [+] ::
...

O poeta sabe sofrer
Ele conhece bem a dor
Melancolia ao escrever
Sorrisos para uma flor

O poeta sabe ver
Ele, olhos de águia
Examina a presa
E corre para a escrivania

Reuel Alves


:: Reuel Alves 12.3.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Março 06, 2003 ::


NÃO SINTO mais aquela vibração
O poder da imaginação
Eu agora trabalho
Agora faço faculdade
A vida dos adultos me corrompe

Pela minha janela
Não vejo mais uma noite estrelada
Com a lua transbordando poesia
Só penso em ter que acordar cedo

A rede que agora me balanço
Deixou de ser meu berço
Eu agora cresci

Tenho que tomar cuidado
Para minha poesia não virar
Instrumento de trabalho

Reuel Alves


:: Reuel Alves 6.3.03 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Janeiro 31, 2003 ::


Versos, só versos
Nada mais que versos
Sem amor, sem pudor
Sem compaixão

E na noite clara
Em que a escuridão ilumina
Meus versos, sem nada
Se transformam em poesia

Versos, só versos
Nada mais...

Reuel Alves


:: Reuel Alves 31.1.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Janeiro 29, 2003 ::



Não sei o que pensar
Não sei se penso no pôr-do-sol
Que vi
Ou na chuva que me acordou

A rosa que brotou no meu jardim
Não olhou para mim
Mas vou cultivá-la
Da mesma forma
Que sempre cultivei as outras

Já sei!
Vou pensar na rosa
Talvez ela também pense em mim

Sentado num cantinho
Fechando meus olhos
Como o pôr-do-sol
Perdendo seu brilho
E como a chuva
Molhando meu vidro

Reuel Alves


:: Reuel Alves 29.1.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Janeiro 20, 2003 ::

Vento frio na minha nuca
Nunca saberia te dizer
O por que das minha lágrimas
Que teimam em descer

Não sei se é o amor
Que nunca chegou
Não sei se é a dor
Que sempre me acompanhou
Ou talvez a felicidade que bate
Mas não tem como entrar

Quem sabe a lua
Que irá chegar
Possa enfim me falar
Ou a morte venha me dizer
Que meu corpo irá padecer

Até nas gotas de chuva
Procuro uma visão
Mas eu só encontro solidão
Então eu volto pro meu violão
E faço uma canção

Reuel Alves

:: Reuel Alves 20.1.03 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Janeiro 16, 2003 ::
¿Nos momentos de glórias todos são heróis. Aí é preciso humildade. Já nas adversidades é que se conhecem os grandes homens. Saiba enfrentá-las com obstinação, tranqüilidade e, sobretudo, esperança, pois novos tempos virão.¿

:: INGRID MELO 16.1.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Janeiro 15, 2003 ::

Mais uma vez
A solidão me abraça
Me faz compania
Mas sinto falta de um coração
O meu coração

A solidão me consola
Diz que coração solitário
É roseira sem botão

Ah, meus olhos estão cheios de orvalho
Chora solidão, chora!

Reuel Alves

:: Reuel Alves 15.1.03 [+] ::
...
:: Terça-feira, Janeiro 14, 2003 ::

LUA CULPADA

Até que fosse, Lua
Tua divina beleza
Desejan-te poetas tantos
E até merrem por te aclamar
LI Pu e Tu Fu
Um conhaque ao lado

Reuel Alves


:: Reuel Alves 14.1.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Janeiro 13, 2003 ::
Por vezes, feliz
Muitas vezes, incapaz
Na luta pela vida
Escorre o suor
Lágrimas de uma batalha
Uma gota diante à guerra

Os pés descalços
Assim como as mãos
Lutam com bravura
Os calos, suas armaduras


:: Reuel Alves 13.1.03 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Janeiro 08, 2003 ::


Um espirro...
E com a mesma velocidade
Vejo que minha vida
Está sendo assim:
Agonizante, mas rápida
Pareço uma goiaba

Reuel Alves
:: Reuel Alves 8.1.03 [+] ::
...
LIBERDADE

Se eu conseguisse ver
Através de minhas janelas
O que muitos cegos vêem
Por entre as suas
Eu a teria

Se eu conseguisse chorar
Sem satisfação ter que dar
Eu a teria

Se eu pudesse acordar
Sem ter que ouvir o galo cantar
Eu a teria

Se eu pudesse pensar
Sem essa droga de "se"
Eu a teria

Se eu a tivesse
Eu Homem seria

Reuel Alves
:: Reuel Alves 8.1.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Janeiro 06, 2003 ::
Uma noite no campo

Deito-me à relva
Minhas lágrimas se misturam
Com o orvalho

Ainda é noite!

São muitas estrelas
Todas muito brilhosas
Vejo as Três Marias
Ou Cinturão de Órion

Logo mais amanhecerá!

Deslumbro mais um pouco a paisagem
Há muitos relevos
Todos verdes

Volto para minha rede
Vou esperar que os primeiros raios do sol
Me despertem

Reuel Alves
:: Reuel Alves 6.1.03 [+] ::
...
:: Segunda-feira, Dezembro 30, 2002 ::
Guardiã da Noite
(a Ingrid Melo)

As horas se passam
É perto de meia-noite
Todos adormecem

É hora em que a realidade
Dá lugar às fantasias
A razão se perde
Em mares de sonhos

Como se a vida fosse um grande festival
As cortinas se fecham
Os olhos se recolhem
As luzes se apagam

Mas há aquele olhar
Que se nega a se fechar
Fita-se à madrugada
Sonhando com o coração

É uma força oculta
Os olhos manten-se erguidos
Meio que forçados
Esperando um brilho no horizonte

Talvez esteja no raio dourado
A grande resposta
Para a silencio da noite
Que os olhos tanto observam

Mas são infinitos raios
Para apenas dois olhos
Olhos cansados e eperançosos
E apaixonados

Talvez não haja resposta
Talvez você seja um anjo
Uma guardiã da noite
Protegendo os corações nossos

Ou apenas seja delírio de um poeta
Medroso e ébrio
Que precisa de um anjo
Para enxugar suas lágrimas

Reuel Alves
:: Reuel Alves 30.12.02 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Dezembro 18, 2002 ::
AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa
:: Reuel Alves 18.12.02 [+] ::
...
:: Terça-feira, Dezembro 17, 2002 ::
Novos amigos
(Reuel Alves)

Me senti tão vaziu
E a tarde me veio tão fria
Tomei uma dose de lembrança
Lembrei dos meus amigos
Dos abraços que deixei para traz
Dos sorrisos que só me vem
Em doses bem lentas
Eu sei que a bebida vai me desidratar
Mas amanhã será outro dia
Dia de novos amigos

:: Reuel Alves 17.12.02 [+] ::
...
:: Sábado, Dezembro 14, 2002 ::
Soneto da Fidelidade
Vinicius de Moraes



De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e darramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contetentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, pôsto que e chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

:: INGRID MELO 14.12.02 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Dezembro 13, 2002 ::
Que espécie de homem sou eu
Que se mete num banheiro
Pra chorar e escrever

Qu e espécie de homem sou eu
Que ao invez de gritar
Chora baixinho e prende seu sentimento

Que espécie de covarde sou eu
Pois um covarde
Tem lá seu momento de grandeza

Ah, se rimar me fosse uma solução
Me destrancaria do banheiro
E enxugaria as lágrimas do meu coração

Que espécie de homem eu sou!
:: Reuel Alves 13.12.02 [+] ::
...
A poesia não tem hora
(Reuel Alves)

Hoje não tem poesia
Não entrei em recesso
Nem estou de greve
Apenas não haverá poesia

O poeta está vivo
A poesia também
Mas bate calada
Escondida no peito

A poesia não tem hora para sair
Ela não bate ponto
Abomina o compromisso
Ela é imprevisível

A poesia é como a vida
Não se sabe como,quando, nem onde
E ela pode vir te abraçar
Ou te fazer chorar, assim como a vida
:: Reuel Alves 13.12.02 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Dezembro 11, 2002 ::
Sensações Ocultas

Explodem sensações em mim
Sabe-se lá que sensações
Hora, de escutar GITA
Outrora, de ler Pablo Neruda
Mas, onde está meu uísque?
Meu coração. Ah coração!
Que feio, hein?
Chorando por aí
Fazendo escândalos
Vai tomar teu uísque
E esquece essa janela que está chovendo
:: Reuel Alves 11.12.02 [+] ::
...
Poema Insignificante

Os carros que passam
Levam a poeira
O vento que sopra
Leva o jornal
O tempo que passa
Leva minha vida

O mundo que gira
Que corre sem rumo
Leva minha vida
Tal qual a de todas as outras
Vidas insignificantes
Como a minha

Mas dentro de toda insignificância
Há um significado
Que tento descobrir
:: Reuel Alves 11.12.02 [+] ::
...
Poema Profecia

...E no final
Teremos o princípio
A resposta pela qual procuramos

Nã hesitais em logo querê-las
Pois ela virá
Será a libertação
Que buscaste em vida

Mas só a alcançarás
Quando perceberes
Que tua vida não é mais sonho
É realidade
:: Reuel Alves 11.12.02 [+] ::
...
Ingenuidade

Esses dias de chuva
Como o de hoje
Me traz uma sensação de tristeza
Por que penso que o mundo está chorando
Então recolho-me ao meu quarto
E toco canções que me alegram
:: Reuel Alves 11.12.02 [+] ::
...
:: Terça-feira, Dezembro 10, 2002 ::
A volta pro além

Vou esperar o trem
Pra voltar pro além
Sou um Zé Ninguém
Que escreve a alguém
Que vive no além
Alem de mim, claro

Vou pegar o tem das sete
E vê aonde se mete
Não espero mais por profetas
Eu quero um rio cheio de betas
Jogar migalhas de pão
Eu em pedaços
Coração!
:: Reuel Alves 10.12.02 [+] ::
...


A um pássaro

Porque não vieste
Na minha janela
Meter o teu bico?
Eu sou poeta
E ando tão infeliz

Porque não foste
Na minha escola
No meu quarto
Mostrar teu canto
Falar que sou feliz
E que posso ser alguém

Mas o que se pode esperar
De um poeta, pássaro?
Tento levantar a cabeça
Seguir em frente
Mas sinto meu coração tão triste

Quem sabe amanhã
Tu não venhas com uma rosa
Aproveito e te faço um verso
Daqueles bem alegre
Pois afinal, eu sou um poeta


Reuel Alves


:: Reuel Alves 10.12.02 [+] ::
...

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